Dicas de Segurança

Afogamento de crianças no Brasil

No site da ONG Criança Segura, o artigo Afogamento: por que acontece e quais os riscos às crianças?, de 09/01/2019, afirma que no Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes de zero a 14 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Somente em 2016, 913 meninas e meninos dessa faixa etária perderam suas vidas em razão desse tipo de acidente.

O afogamento é um vilão ainda mais perigoso para as crianças de um a quatro anos de idade, pois é a causa número um de óbitos acidentais desse grupo etário. Em 2016, 407 crianças de um a quatro anos morreram em decorrência de afogamento.

E é durante o verão que as mortes por esse tipo de acidente de crianças e adolescentes se tornam mais frequentes. A média mensal de óbitos por essa causa de meninas e meninos de zero a 14 anos, em 2016, foi de 76 casos. Em janeiro do mesmo ano, o Ministério da Saúde registrou 119 mortes por afogamento dessa faixa etária; em fevereiro foram 111 óbitos; e em dezembro o número de mortes foi de 105.

O afogamento é um acidente rápido e silencioso. Por isso, é tão importante que sempre haja um adulto supervisionando atentamente as crianças quando elas estão brincando perto da água – seja na praia, no rio, na piscina, na piscininha, na lavanderia ou no banheiro.

É preciso que os adultos se articulem e combinem formas de sempre terem a certeza que pelo menos um responsável estará totalmente atento às crianças. Caso essa pessoa queira descansar ou precise se ausentar do local por qualquer motivo, ele precisa passar sua função de cuidador para outro adulto.

E não se engane. Mesmo crianças que já sabem nadar ou que praticam natação podem sofrer algum tipo de acidente e acabar se afogando. Por isso, não se deve abrir mão da supervisão nunca.

Com medidas simples de prevenção, como essa, é possível evitar 90% das mortes acidentais de meninas e meninos. Informe-se sobre o assunto e garanta sempre a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes.

Dicas de segurança contra afogamento em piscinas

A SOBRASA – Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático preconiza que com apenas as 5 atitudes abaixo você fornece mais de 95% de segurança contra afogamentos em PISCINA.

1.    Atenção 100% no seu filho(a) a distância de um braço mesmo na presença de um guarda-vidas.

2.    Guarda-vidas certificado por entidade reconhecida pela Sobrasa para cada piscina devidamente equipado com seu flutuador de resgate ou um professor de natação com treinamento em emergências aquáticas durante o horário de aula. (Não se aplica a piscinas residenciais)

3.    Urgência – Aprenda como agir em emergências aquáticas. O uso de cilindro de oxigênio é restrito ao guarda-vidas e deve estar em local visível e a disposição na área da piscina.

4.    Acesso restrito a(s) piscina(s) com uso de grades ou cercas transparentes com portões auto-travantes a uma altura que impeça crianças de entrar no recinto da piscina sem um adulto. Saiba mais.

5.    Sucção de cabelo e partes do corpo deve ser evitado com uso de ralo(s) anti-aprisionamento, redução da sucção por ralo e precauções de desligamento do funcionamento da bomba.